quarta-feira, 29 de novembro de 2023

ESCOLA MUNICIPAL SENADOR DINARTE MARIZ

 


ESCOLA MUNICIPAL SENADOR DINARTE MARIZ, MOSSORÓ, ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

A Escolar  Municipal  Senador Dinarte Mariz, no bairro Alto de São Manoel, Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte,foi instalado no dia 10 de março de 1962. A solenidade foi aberta pelo Prefeito da época, Antônio Rodrigues de Carvalho e que contou com a presença de grande massa popular. Para abrir este dia festivo, esteve presente a Banda de Música Municipal, que deu um colorido a este brilhante evento. Neste evento presidido pelo gestor municipal, discursaram o senhor Francisco de Souza Revoredo, neste ato representando o deputado Jerônimo Vingt Rosado Maia; logo após falou a Professora Dalvanir Rosado.

FONTE – LINDOMARCOS FAUSTINO

ESCOLA MUNICIPAL SENADOR DINARTE MARIZ

 


ESCOLA MUNICIPAL SENADOR DINARTE MARIZ, MOSSORÓ. ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

DINARTE DE MEDEIROS MARIZ

 

GOVERNADOR E SENADOR

Nasceu em Serra Negra do Norte–RN, a 23.08.1903, filho de Manuel Mariz Filho e d. Maria Cândida de Medeiros Mariz. Era neto de José Bernardo de Medeiros (vice-Presidente da Província duas vezes, constituinte em 1891 e Senador de 1890 a 1907). Cursou o primário em sua cidade. Era comerciante de algodão em Caicó (1929) quando ingressou na Aliança Liberal, coligação oposicionista ao então Presidente Washington Luís (1926-1930) e de apoio às candidaturas de Getúlio Vargas à presidência e João Pessoa à vice-presidência, no ano seguinte. A derrota destes, agravada pelo assassinato de João Pessoa (Recife, 1930), fez eclodir o movimento revolucionário que levaria Getúlio ao Poder. Dinarte, que participou ativamente da revolução no Rio Grande do Norte, foi indicado para assumir a Prefeitura Municipal de Caicó (1931-1932), prosseguindo não obstante com o seu comércio e tornando-se, em poucos anos, um dos mais sólidos empresários do ramo na região. Envolvendo-se com a Revolução Constitucionalista de 1932, foi preso na Casa de Detenção (Rio de Janeiro). Retornando ao Estado, participou da fundação do jornal “A Razão” (1933), que teve como diretor Eloy de Souza e redator Gentil Ferreira, e organizou, com a colaboração de José Augusto Bezerra de Medeiros, o Partido Popular – PP, de oposição a Vargas1 . Na Intentona Comunista (1935), “Dinarte Mariz (...), à frente de uma coluna de sertanejos, escassamente armada, desceu de Caicó com destino a Natal, arrebanhando novos elementos até se encontrar com os rebeldes em Serra Caiada, sendo estes batidos e destroçados” (Glauco Carneiro, História das Revoluções Brasileiras, 2o Vol., p. 419). No dia seguinte, conforme a mesma fonte, a coluna ocupou a povoação de Panelas e fez novos prisioneiros. Foi contrário, porém, ao Estado Novo (1937), que consolidou Getúlio como ditador. Foi um dos fundadores da UDN – União Democrática Nacional no Rio Grande do Norte (1945), naquele ano candidatando-se ao Senado mas sendo derrotado, o mesmo ocorrendo no pleito subseqüente (1950). Eleger-se-ia Senador (1954), no entanto, logo em seguida Governador do Estado (1955), com o apoio do então Presidente Café Filho. Sua obra mais expressiva certamente foi a criação da Universidade do Rio Grande do Norte (1958), federalizada dois anos depois. Em 1960, Dinarte não conseguiu eleger seu sucessor Djalma Aranha Marinho, vencido pela expressiva votação de Aluizio Alves (quase 23 mil votos de diferença). Novamente Senador (1962), foi escolhido primeiro-secretário do Senado, ocupando este cargo até 1969. Tentara retornar ao governo do Estado concorrendo com o Mons. Walfredo Gurgel (1965), mas não obteve sucesso. Instaurado o bipartidarismo2 , filiou-se à ARENA – Aliança Renovadora Nacional, agremiação da qual viria a ser vice-líder, simultaneamente vice-líder do governo no Senado (1970-1974), período em que foi escolhido titular das comissões de Finanças e de Assuntos Regionais e suplente das comissões de Valorização da Amazônia e do Polígono das Secas. Seria reconduzido à posição de primeiro-secretário da mesa do Senado Federal (1975) e, em 1978, teve renovado o seu mandato de Senador. Era um homem de posições firmes, franco em suas palavras, mas capaz de largos gestos de magnanimidade, segundo registra João Batista Machado: apesar de ter financiado o movimento de março de 64, tirou muitos adversários da cadeia e arranjou-lhes emprego, em Brasília ou no Rio. Ninguém no Rio Grande do Norte conheceu um gesto mesquinho de Dinarte (Política no Atacado e a Varejo: A Memória da República no Rio Grande do Norte, p. 70). Em seus últimos momentos, enfermo, recebeu Aluizio Alves, velho companheiro dos tempos da UDN, com quem havia rompido: Quero morrer em paz com Deus e com os homens – dissera, então (op. cit., p. 71). Faleceu, em Brasília, a 29 de julho de 1984. Seu corpo foi transladado para Caicó, onde foi sepultado. 1 – Segundo Manoel Rodrigues de Melo, o jornal “A Razão” era órgão oficial do Partido Popular, Dicionário da Imprensa no Rio grande do Norte, p. 203. 2 – O Ato Inconstitucional n.º 2, de 27.10.1965, extinguiu os partidos políticos. Posteriormente é instaurado o bipartidarismo, surgindo a ARENA, mencionada no texto, e o MDB – Movimento Democrático Brasileiro.

FONTE: AZEVEDO, Aluísio. Cronologia do Rio Grande do Norte: Cinco Séculos de História. Natal: Gráfica Santa Maria, 1996. CARNEIRO, Glauco. História das Revoluções Brasileiras, 2o Vol. Rio de Janeiro: Editora O Cruzeiro, 1965. MACHADO, João Batista. Política no Atacado e a Varejo:

A Memória da República no Rio Grande do Norte . MELO, Manoel Rodrigues de. Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte (1909-1987). São Paulo: Fundação José Augusto/Cortez Editora, 1987.

FONTE – FUNDAÇÃO JOAÉ AUGUSTO

ESCOLA MUNICIPAL SENADOR DINARTE MARIZ

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